
simularem um ambiente hospitalar Foto: Divulgação
A realidade virtual simulada veio para ficar, isso sem dúvida já se tornou aos poucos um instrumento utilitário em vários setores. E, na Educação não seria diferente. A chegada da tecnologia 5G no Brasil deve acelerar ainda mais esse cenário que está cada vez mais próximo. No entanto, até pouco tempo atrás, não seria possível imaginar um ambiente virtual ou metaverso transportado para uma sala de aula com estudantes de Medicina. Seria?
Porém, isso vai se tornar realidade em poucos meses. Pelo menos, no Instituto de Educação Médica, essa prática já faz parte das aulas do curso de Medicina, no Rio de Janeiro e está previsto para a grade curricular dos alunos de Juazeiro já no segundo semestre de 2022.
A faculdade, ao introduzir essa nova tecnologia “ainda pouco conhecida” quer desenvolver capacidades, habilidades e soft skills durante o tratamento de seus pacientes internados em condições clínicas de baixa a alta complexidade ou emergenciais.
O “metaverso” na medicina
Para alcançar esse propósito, o grupo irá ampliar sua infraestrutura tecnológica e seu Laboratório Virtual de Simulação Clínica (LaViSIM) e criar um ambiente simulado (metaverso) para os alunos.
Eles, os estudantes, vão utilizar avatares com tecnologia de games em primeira pessoa, sob a orientação do professor, e realizar procedimentos médicos, ministrar medicações, além de poder até interpretar exames complementares (como eletrocardiograma, radiografias, gasometrias, entre outros) e discutir ações para melhorar o estado de saúde do paciente virtual.
Na avaliação de João Antônio Pereira Correia, gerente Médico de Operações Acadêmicas da Diretoria Nacional de Medicina do IDOMED, estar presente em um ambiente virtual é extremamente motivador e atraente para os alunos que cursam Medicina, permitindo que participem das aulas de qualquer lugar que estejam. Todo o ambiente reproduz, na íntegra, um ambiente hospitalar real, com riqueza de detalhes.

Prática em qualquer lugar
Durante as aulas, o professor interage com os alunos e é ele o responsável por parametrizar, em tempo real, os dados e sinais vitais do paciente com informações como batimentos e ritmos cardíacos, frequência respiratória e outros dados clínicos.
“O objetivo não é substituir o contato com pacientes humanos, mas sim prepará-los e torná-los ainda mais capacitados para lidar com as mesmas situações na vida real. Esse aplicativo traz diversas vantagens para os alunos, pois o ambiente virtual, onde o aluno pode atuar em equipe ou individualmente no tratamento do paciente grave, permite que o mesmo coloque em prática o que aprende nas aulas teóricas, potencializando enormemente a capacidade de “Metaverso” chega às salas de aulas de medicina no Idomed, no 2° semestre A faculdade sertaneja ampliou sua infraestrutura tecnológica e deve utilizar o aplicativo LaViSim, que simula um ambiente hospitalar Foto: Divulgação LIDIANE SOUZA E LUCIANA LEÃO Pelo app será possível os estudantes de Medicina simularem um ambiente hospitalar fixar o conteúdo ensina- do”, afirma o gestor de Operações Acadêmicas da Diretoria Nacional de Medicina do IDOMED .
Ainda de acordo com João Antônio Pereira Correia, diversos estudos apontam a importância de atividades simuladas na formação do médico, permitindo que ele treine em um ambiente controlado e seguro para que, quando estiver diante de um paciente real, apresente um desempenho mais assertivo e humanizado.










