Videira de uva no Sertão de Pernambuco (Foto: Robson Cesco/OCB)
Videira de uva no Sertão de Pernambuco (Foto: Robson Cesco/OCB)
No Sertão de Pernambuco, o cooperativismo tem se consolidado como motor de desenvolvimento econômico, com impacto direto na geração de emprego e renda. Em Petrolina, a Coopexvale, considerada a maior cooperativa de uvas de mesa da região, registrou faturamento de R$ 272 milhões em 2025, com a comercialização de mais de 21,3 mil toneladas da fruta.

Formada por 40 produtores, a cooperativa movimenta uma cadeia produtiva robusta, que envolve desde o cultivo até a distribuição para mercados nacionais e internacionais. A atividade tem forte impacto no emprego regional: cada hectare de uva irrigada pode gerar entre quatro e cinco postos de trabalho diretos, fortalecendo a economia local.
Com atuação consolidada no mercado externo, a produção chega a países da Europa e da América do Norte, como Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Canadá e Estados Unidos. Ainda assim, o mercado interno segue como principal destino, absorvendo cerca de 70% da produção, o que evidencia a força do consumo nacional.
A estrutura logística é um dos pilares da competitividade, com túneis e câmaras frias, além de tecnologia que garante a conservação da fruta até o destino final. Esse padrão de qualidade permite que o produto mantenha características de frescor mesmo após longos períodos de transporte, agregando valor e ampliando a competitividade.
A cooperativa também investe em marcas próprias e produtos de maior valor agregado, com linhas premium que podem alcançar preços até 30% superiores à média de mercado. Esse posicionamento fortalece a estratégia comercial tanto no Brasil quanto no exterior.
Além dos resultados econômicos, o modelo cooperativista tem papel estratégico na inclusão produtiva. A união dos produtores permite acesso a mercados mais exigentes, redução de custos e maior poder de negociação, fatores essenciais para pequenos e médios agricultores.
O avanço do setor também reflete o potencial do agronegócio no Vale do São Francisco, que se destaca como um dos principais polos de fruticultura irrigada do país. No entanto, desafios como gestão administrativa, acesso a crédito e sucessão familiar ainda exigem atenção para garantir a sustentabilidade do crescimento.
Com foco no futuro, a cooperativa já investe na formação de novas lideranças e na continuidade das atividades, reforçando o papel do cooperativismo como vetor de desenvolvimento econômico regional.