
Publicações recentes sobre dor crônica têm demonstrado resultados conflitantes sobre a associação da fé e práticas espirituais (como oração, participação em grupos focais, cerimônias religiosas, meditação etc.) com o bem-estar. Por um lado, o exercício da fé pode ter impacto positivo como mecanismo de enfrentamento da dor, produzindo fortalecimento emocional, maior resiliência e satisfação com a vida; em oposição, estudos mostram que o sofrimento com a dor pode gerar angústia espiritual, ou seja, resultar em intensificação da dor e afastamento das comunidades religiosas. E há os estudos que não encontram correlação significativa.
É preciso, portanto, uniformizar os pacientes dos grupos de estudo, e criar parâmetros objetivos para medir desfechos. Em outras palavras, não basta que o paciente diga que a dor melhorou ou quanto melhorou; é preciso criar índices objetivos, por exemplo, utilizando dosagem sérica de mediadores químicos de controle da dor.
De qualquer forma, por enquanto, as publicações mais recentes sugerem que a fé e a espiritualidade são componentes vitais e multidimensionais no enfrentamento da experiência da dor crônica, e defendem uma maior atenção clínica e integração do cuidado espiritual no tratamento da dor crônica.







