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Menos subjetividade no manejo da dor

Médico pediatra e professor de pediatria na UPE. Estudante de Teologia, com passagens pelo Seminário Teológico Carismático da Igreja Episcopal e, atualmente, pela Associação Memorial de Ensino Superior (AMESPE).

 

Publicações recentes sobre dor crônica têm demonstrado resultados conflitantes sobre a associação da fé e práticas espirituais (como oração, participação em grupos focais, cerimônias religiosas, meditação etc.) com o bem-estar. Por um lado, o exercício da fé pode ter impacto positivo como mecanismo de enfrentamento da dor, produzindo fortalecimento emocional, maior resiliência e satisfação com a vida; em oposição, estudos mostram que o sofrimento com a dor pode gerar angústia espiritual, ou seja, resultar em intensificação da dor e afastamento das comunidades religiosas. E há os estudos que não encontram correlação significativa.

É preciso, portanto, uniformizar os pacientes dos grupos de estudo, e criar parâmetros objetivos para medir desfechos. Em outras palavras, não basta que o paciente diga que a dor melhorou ou quanto melhorou; é preciso criar índices objetivos, por exemplo, utilizando dosagem sérica de mediadores químicos de controle da dor.

De qualquer forma, por enquanto, as publicações mais recentes sugerem que a fé e a espiritualidade são componentes vitais e multidimensionais no enfrentamento da experiência da dor crônica, e defendem uma maior atenção clínica e integração do cuidado espiritual no tratamento da dor crônica.

 

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