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Covid-19 tem demonstrado tendência a ter picos anuais de sazonalidade no Brasil

NIAID AG BRASIL

De acordo com o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, a atualização do boletim alerta o país para a disseminação da doença, após a constatação de aumento no Amazonas na semana passada. 

“Na atualização, a gente observa não apenas a manutenção dessa tendência no estado do Amazonas, mas também em outros três estados. É importante lembrar que os dados de resultados laboratoriais são parciais, são informações ainda incompletas em relação ao cenário recente e ainda assim foi possível observar aumento nos casos comprovados.

Gomes explica que, nas próximas semanas, a atualização dos dados dará um panorama mais concreto sobre a mudança do cenário da pandemia.

“Como os dados laboratoriais demoram mais a entrar no sistema, é esperado que os números de casos das semanas recentes sejam maiores do que o observado nesse boletim, podendo inclusive aumentar o número de estados em tal situação”.

Segundo ele, ainda não é possível relacionar o aumento dos casos com a identificação de novas sub-linhagens do coronavírus, identificadas recentemente no Amazonas e no Rio de Janeiro.



O pesquisador explica também que a covid-19 tem demonstrado tendência a ter picos anuais de sazonalidade no Brasil, ao contrário de outras doenças respiratórias, como a influenza ou gripe, que aparecem com mais frequência no país apenas nos meses de inverno.

“Diferente do Influenza e de outros vírus respiratórios com tipicamente um pico por ano, a covid-19 pode estar se encaminhando para uma realidade na qual a gente tenha que conviver com dois momentos do aumento de sua circulação”.

O Brasil registrou aumento de casos de covid-19 entre maio e junho de 2022, depois da forte onda verificada em janeiro e fevereiro. Neste momento, a Fiocruz indica aumento de internações por doenças respiratórias de pessoas a partir de 18 e no Rio Grande do Sul, na faixa a partir de 60 anos.

Em Pernambuco

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta quinta-feira (10/11), 637 casos da Covid-19. Entre os confirmados, cinco (0,8%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 632 (99,2%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 1.068.118 casos confirmados da doença, sendo 59.992 graves e 1.008.126 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Também está sendo contabilizado quatro óbitos (4 masculinos) ocorrido em 17/04/2021 e 02/03/2022. As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios de Recife (4). Com isso, o Estado totaliza 22.423 mortes pela Covid-19.

Os pacientes tinham entre 19 e 78 anos. Todos os pacientes apresentavam doenças preexistentes: doença cardiovascular (2), doenças renais crônicas (1), doenças neurológicas (1), doenças hematológicas (1), diabetes (1), neoplasia (1) e histórico de etilismo (1).  Um paciente pode ter mais de uma comorbidade.

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