Educação passa por momento crítico devido a pandemia

A educação nunca foi tão prejudicada como no período crítico da pandemia. Segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas nesta semana, os resultados desta crise foi o aprendizado incompleto e a possível redução no rendimento educacional da atual geração.
O prognóstico coloca o Brasil (9,1%) na terceira pior posição entre os países do G20, atrás apenas da Indonésia — onde a perda é estimada em 9,7% — e do México, que lidera o ranking com 9,9%.
O relatório destaca que o impacto da pandemia na educação é algo sem precedentes e que os efeitos na economia, na desigualdade e na renda da população poderão ser sentidos por muito tempo.

Mudança brusca

Baseado nessa informação o JS entrou em contato com o Gestor de TI e Marketing do Colégio Plenus, em Petrolina, Sertão pernambucano, Marcos Antonio Freire para saber a opinião do educador.
Ele reafirma que a pandemia deixou uma lacuna considerável na aprendizagem dos alunos, apesar dos jovens viverem sempre conectados, apesar de terem muita afinidade com os aparatos tecnológicos, segundo Marcos, eles não estavam preparados para uma educação à distância.
“Como o processo de mudança foi muito brusco, não houve tempo para prepará-los para a nova “modalidade de ensino”. As nossas crianças e adolescentes sentiram uma dificuldade muito grande para acompanhar os conteúdos ministrados à distância, isso acabou fazendo com que eles se desestimulassem e assistissem às aulas de forma passiva, sem interação e sem questionamentos”, expôs.
Marcos Antonio comentou ainda que a interação que sempre houve no presencial, e que contribuía e muito com a aprendizagem, acabou não acontecendo, “as dúvidas foram se acumulando e se transformando em déficit de aprendizagem”, finalizou.

