Hino nordestino, “Asa Branca” completa 75 anos
Música foi composta por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. (Foto: reprodução internet)

Nesta quinta-feira, dia 3 de março de 1947, uma das canções mais famosas cantadas pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga, era criada. “Quando olhei a terra ardendo, quão fogueira de São João. Eu perguntei a Deus do céu, uai! Por que tamanha judiação?”, são versos inconfundíveis da composição Asa Branca, fruto da parceria com Humberto Teixeira.

A poesia da música conta a história de luta e resistência do povo sertanejo brasileiro. Hoje a realidade do nordestino não é mais a mesmo de sete décadas atrás. Mas os versos ainda falam muito sobre o amor ao Sertão, mesmo nos tempos mais difíceis.

De uma canção desacreditada para um sucesso de muitas vozes

Em maio de 1947, a composição era desacreditada pelos donos da gravadora RCA Victor. E só foi aceita quando Luiz Gonzaga disse: “se não gravar essa música aqui, eu saio da RCA Victor”.

De fato, “Asa Branca” é a música emblemática e uma das mais importantes do repertório de Seu Lua. Depois dele, diversas foram as vozes que cantaram Asa Branca. Além do próprio filho do Rei do Baião, Gonzaguinha, podemos listar alguns vários nomes da música popular brasileira que gravaram Asa Branca: Nelson Gonçalves, Maria Bethânia, Zé Ramalho, Tom Zé, Lulu Santos, Fagner, Caetano Veloso, Raul Seixas, Quinteto Violado… e muitos outros do Brasil ou do exterior. Asa Branca já foi gravada em inglês e até em japonês.

Luiz Gonzaga chegou, inclusive, a gravar uma continuação para seu hino sertanejo. “A Volta da Asa Branca” conta a história do retorno do retirante e da sua nova vida no Nordeste: “A seca fez eu desertar da minha terra, mas felizmente Deus agora se alembrou de mandar chuva pr’esse sertão sofredor, sertão das mulher séria e dos homens trabalhador”.

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