
O Colegiado de Economia da Faculdade de Petrolina, Facape, divulgou a pesquisa do Custo da Cesta Básica nos municípios de Petrolina-PE e Juazeiro-BA. Na comparação entre os meses de setembro e agosto, foi registrada inflação de 2,12% na cidade da Bahia e deflação de –2,42%, no município pernambucano.
Custo real
O custo da cesta representou 40,3% do salário[1]mínimo de R$ 1.100,00. Observando os últimos 12 meses, em Juazeiro os alimentos acumulam alta de 9,92%. Em Petrolina, o acumulado é de 21,38%.
Comparativo nacional
A nível nacional, os cálculos do DIEESE encontraram aumento do custo em 11 das 17 capitais pesquisadas no mês de setembro. O aumento mais acentuado, a nível nacional, ocorreu em Brasília-DF (3,88%) e, em João Pessoa-PB, houve a maior queda, -2,91%.

A cesta mais cara foi a de São Paulo-SP (R$ 673,45) e Aracaju-SE teve a cesta mais barata (R$ 454,03). Já em Petrolina, em setembro de 2021, a cesta básica custou R$ 464,79. Em Juazeiro, o valor ficou em R$ 421,24.
Altas e baixas nos produtos
Nas duas cidades, a margarina, o café em pó, o açúcar e o óleo de soja foram os produtos com maior alta enquanto o tomate e o arroz ajudaram a reduzir o custo da cesta básica. Em relação à margarina, um aumento da demanda por leite pelos laticínios junto com a menor oferta e as altas nos custos de produção, levaram a um aumento de preços da matéria-prima.
No caso do café, a baixa oferta do produto e o clima desfavorável (geada) explicam o aumento dos preços. Sobre o açúcar, a crise hídrica tem impactado a produção de cana e, consequentemente, de açúcar.
Com relação ao tomate, uma maior oferta de produtos com qualidade inferior fez os preços diminuírem. Já no caso do arroz, os preços estão em patamares elevados e a população tem demandado menos.










