
Há um ano elas viraram acessórios indispensáveis para moradores de todo o mundo. Incômodas ou não, elas são necessárias no combate a um inimigo invisível e altamente perigoso, o novo Coronavirus, causador da Covid-19.
Elas são de todos os tipos, de tecido ou descartáveis, as máscaras ainda são vistas com desconfiança por algumas. Por isso, o Jornal do Sertão conversou com o infectologista, Dr.Rodrigo Videres, que atua no Vale do São Francisco, para tirar algumas dúvidas sobre esse tipo de protetor facial.
As dúvidas e as respostas
A empresa aérea Latam passará a proibir, a partir de março, a bordo de seus voos, passageiros usando alguns tipos de máscaras. A exemplo das máscaras com respiradores ou válvulas; protetores bucais; lenços, echarpe e bandanas de pano (sem função de máscara). Elas têm mesmo baixa eficácia?
Rodrigo Videres – “As máscaras com válvulas são mais confortáveis para o usuário, contudo, sendo as válvulas unidirecionais, ela protege apenas o usuário, não filtrando o ar exalado, expondo as pessoas ao redor. Portanto, elas não são indicadas para fins de proteção biológica. Essas máscaras com válvulas são mais utilizadas na construção civil, por exemplo, para a proteção para poeiras ou fumos. As máscaras feitas com tecidos muito finos, por terem uma malha muito aberta e leve, dado que tecido de trabalho com gramatura por metragem, são ineficientes”.
E quem já tomou vacina, porque deve manter o uso da máscara?
R.V – “São vários aspectos. Primeiro, nenhuma vacina é 100%. Depois você pode ter tomado a vacina e ela ainda não ter tido o efeito protetor ainda, e no dia da vacina, por exemplo, você já poderia estar contaminado e não apresentava os sintomas. Por isso digo, a vacina é apenas uma das ferramentas para tentar barrar a circulação do vírus na população”.
Tem gente que recicla a máscara descartável. Qual o risco disso?
R.V – “Existem vários tipos de máscaras. Algumas podem ser recicladas dentro de estufas profissionais. Mas, a grande maioria, não. É temeroso usar algo que não esteja dentro de sua melhor capacidade de proteção”.
O teste da vela, que é quando a pessoa, usando máscara, tenta apagar a chama. Nas máscaras onde o sopro ultrapassa, significa que o vírus também atravessa a máscara? Ou não tem influência?
R.V – Não há nenhuma validação científica sobre o uso do teste da vela.

JS Saúde









