Home / Saúde / Jornalista do Sertão relata em livro sua vitória contra o câncer

Jornalista do Sertão relata em livro sua vitória contra o câncer

“Eu venci o câncer”. A frase forte, que muita gente sonha em pronunciar, nomeia as 120 páginas do livro da editora Mazalti, que tem como uma das co-autoras, a jornalista de Petrolina, Leciane Lima. Ela conversou com o Jornal do Sertão, falou dessa nova experiência que, além de contar um capítulo importante da história de vida dela, é a materialização de um sonho de menina.

Jornalismo e escrita

“Ser jornalista sempre foi um sonho de criança e eu realizei esse sonho. Só que com ele, eu também carregava muitos outros sonhos. Entre eles, era escrever um livro. Mas eu jamais imaginei que escreveria um livro sobre uma experiência tão desafiadora que enfrentei, que foi o câncer”, contou Leciane, carinhosamente chamada de Leca pelos amigos, familiares e até pelos telespectadores da TV Grande Rio.

Iniciação na escrita

A Leca, que ascendeu no jornalismo na afiliada à Rede Globo em Petrolina, descobriu o câncer na tíbia (um dos ossos que formam a perna) após o nascimento da sua filha, Laura. Segundo os médicos, foram dois anos convivendo com uma doença silenciosa, até que as dores começaram a mostrar que havia algo errado. A luta pela cura foi parar nas páginas do “Eu venci o câncer”. Mas antes dele, Leciane teve uma outra experiência, com a mesma editora Mazalti. Ela foi convidada a escrever um capítulo do livro Mulheres Empreendedoras, uma faceta que ela também descobriu ao longo do tratamento contra o câncer.

Desafio autobiográfico

“Foi uma experiência incrível, que me deixou com um gostinho de quero mais. Foi uma participação em co-autoria. Então, eu escrevi um capitulo em cada um dos livros. E eu já penso na minha autobiografia. Penso em contar a minha história com muitos detalhes. Como eu tenho muita facilidade para escrever, eu escrevo demais, até tive dificuldade para sintetizar, ser mais objetiva e aproveitar, ao máximo, o espaço que a editora Mazalti me deu. Por isso, eu já pretendo começar o meu projeto da autobiografia”, adiantou a jornalista.

Experiência que transforma

Leciane conta que conseguiu transformar a dor em amor, por mais clichê que isso possa parecer. “Eu não imaginava reagir tão bem a esse processo tão doloroso que é o câncer. As pessoas o enxergam como uma sentença de morte. Mas a gente percebe o quanto a ciência e a medicina avançaram e quantas histórias de superação, quantos testemunhos de cura estão aí reverberando pelo mundo. E que bom que um deles é o meu”, celebrou.

E a transformação foi além. Leciane acredita ter descoberto e destruído a origem da sua fragilidade. “Eu posso dizer que, antes do câncer, eu me considerava uma pessoa fraca. Uma mulher fraca, medrosa, muito insegura. Eu vivenciei muitas dores e potencializei essas dores. Eu não fui capaz de levantar a minha cabeça no momento que eu estava vivendo essas dores. Então, eu abri a porta para o câncer entrar na minha vida. Mas quando eu me vi diante dele, eu decidi reagir”, relembrou a co-autora do livro.

Mensagem de amor

Leciane Lima acredita que as histórias das dez mulheres que estão no livro, que conta com o prefácio generoso do renomado oncologista Dr. Grey Portela, são carregadas de amor, resiliência e de cura. “Cura, não só em relação ao câncer, mas de muitas dores que a gente vivencia. Eu acho que quando a gente se depara com um desafio grande que uma pessoa enfrentou e venceu, eu acredito que isso nos dá força e nos traz esperança”, afirmou a mais nova escritora do Sertão.

A editora do Sertão

O Jornal do Sertão também conversou com Rodrigo Ferreira, que é sócio da Editora Mazalti. Ele falou sobre o surgimento e posicionamento do empreendimento que nasceu no Sertão.

“A editora surgiu de uma dor do nosso presidente Alex Mazalti, que havia contratado uma editora para fazer toda a parte de publicação da obra e ela, simplesmente. Recebeu o dinheiro e sumiu. Mas além dessa dor, a Editora Mazalti vem com a proposta de universalizar o acesso à escrita, de dar oportunidade às pessoas para registar a sua história, o seu legado. Delas terem voz, de poderem falar sobre sua perspectiva de mundo, suas vitórias, seus desafios, suas superações”, explicou Rodrigo Ferreira.

Do Sertão para todo o Brasil

Rodrigo destacou ainda que o trabalho, que começou no Sertão pernambucano, já está ganhando visibilidade em outros locais do país. “Para nós é um privilégio muito grande estar no Vale do São Francisco e ter tido acesso a histórias tão grandiosas das sete obras que nós lançamos. A gente percebe a força que o sertanejo tem, a capacidade de se reinventar. A resiliência, a fé em Deus, a gente vê muito isso. E nossa editora chegou a um ponto que nós já estamos atendendo várias partes do Brasil. A editora já tomou uma abrangência nacional pela qualidade, pelo compromisso do seu trabalho e da sua equipe”, comemorou o sócio.

Como publicar na editora?

Para quem tem o sonho de publicar, mas acha que o caminho até o livro impresso é longo e difícil, Rodrigo Ferreira garante que isso não é verdade, pelo menos não mais aqui na região. O aspirante à escritor só precisa fazer um contato inicial com a editora nos seus variados canais de atendimento. “A gente tem uma equipe para fazer o atendimento, que vai explanar, com mais detalhes, o projeto, sanar as dúvidas, falar como proceder. E a nossa especialidade é co-autoria, exatamente por entendemos que esse é o primeiro passo para quem deseja escrever algo. Para quem nunca escreveu, para que não tem experiência, a gente dá todo o suporte da mentoria, onde ela vai receber todo o suporte para o processo de escrita da editora e depois disso, ela pode escrever uma biografia, um livro próprio”, assegurou.          

 

 JS Saúde

Jornalista Carol Souza Editor Antônio José

       

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *