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Crescimento de Delivery no Sertão cria déficit de motos

Delivery de comida é um dos setores que tiveram maior crescimento – Foto: (Divulgação)

Com a proibição do funcionamento dos serviços não essenciais como forma de prevenir à Covid-19, adotada durante a pandemia, muitas lojas passaram a adotar as vendas online, garantido a entrega dos produtos via delivery. Em Petrolina, no Sertão do São do Francisco, as entregas por delivery cresceram tanto que faltaram motos nas concessionárias da cidade. Vinte dias após o início do isolamento social, duas grandes concessionárias localizadas, no Centro da capital do Sertão, sentiram um aumento nas vendas de motocicletas. Deste período em diante, as lojas alcançaram a marca de 450 unidades vendidas diretamente, por mês, e esvaziaram o estoque. As motocicletas estão sendo vendidas com lista de espera. “Se os estoques não estivessem vazios também por causa da redução da produtividade nas fábricas, estaríamos vendendo entre 800 e 900 por mês.  No entanto, os entregadores de delivery, que são os principais responsáveis por esse aumento nas vendas, querem a moto na hora, para começar a trabalhar,  ”  ponderou o vendedor e instrutor de Pilotagem, Renato Nascimento.

Nessas lojas, também foi sentido um aumento nas vendas por consorcio. Desde o início da pandemia até aqui, a média de cotas vendidas mensalmente é de 400 motos. Setenta por cento do público que está comprando essas cotas são entregadores de delivery. “Provavelmente esses entregadores estão trabalhando com moto alugada e pagando o valor do consórcio, além de reunir o valor do lance. Ao arrematarem, pretendem trabalhar para si próprios”, pondera Nascimento.

Durante a pandemia, os comerciantes de Petrolina lançaram mão da tecnologia para garantir as vendas. Alguns empreendimentos já se voltavam para o E- commerce, mas, durante o isolamento social, a realidade das plataformas digitais veio com tudo e tem representado uma nova tendência de consumo, que é a diminuição das compras presenciais. “O consumo digital hoje representa, diante do cenário da pandemia, mais segurança. Para muitos consumidores, agrega ainda conforto e otimização de tempo”, avalia o presidente do Sindilojas Petrolina, Joaquim Castro.  Foi assim que o delivery ganhou força na cidade.

Em relação ao abastecimento do estoque das lojas a previsão, segundo o instrutor Renato Nascimento, é que isso só ocorra a partir de janeiro de 2021. “Durante as festas de fim ano e as férias é pouco provável que haja mudança. Porém, se o setor industrial retomar a produção das motocicletas, só a partir de fevereiro, os estoques devem voltar a se normalizar”, prevê.

 

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