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Petrolina, 125 anos de tradição, desenvolvimento e força!

Vista panorâmica da Orla de Petrolina no Vale de São Francisco – Foto: ( Reprodução Diario de Pernambuco)

De “Passagem de Juazeiro” à capital do Sertão. Essa é a trajetória que a imponente Petrolina vem cumprindo, ao longo desses 125 anos, celebrados, segunda-feira, 21 de setembro. Outra menção à importância da cidade como rota de acesso e escoamento de produção foi o termo Encruzilhada do Progresso, usado para definir o seu papel no acesso às regiões Norte e Sul do Brasil. Conta a história que o divisor de águas no caminho rumo ao desenvolvimento foi a chegada do Bispo visionário Dom Malan, no dia 15 de agosto de 1924. Deste marco, foram erguidas na cidade a Catedral, o Palácio Diocesano, os Colégios Nossa Senhora Auxiliadora e Dom Bosco, e o Hospital Dom Malan. 

Recuando um pouco na história, encontramos outro grande líder religioso à frente do desenvolvimento da cidade. Era 1870, quando o frei capuchinho italiano Henrique construiu a Capela de Nossa Senhora Rainha dos Anjos, em meio às intensas ações missionárias.  Em torno do templo, a população foi crescendo e realizando outras atividades. Mais de um século depois da emancipação que ocorreu em 1895, o município assume um papel importante na economia de Pernambuco e do Nordeste, sendo a sexta maior riqueza do estado. Possui o melhor índice de saneamento básico do Nordeste, com 95% de coleta de esgoto e 100% de tratamento do que é coletado. A edição 21 80 da Revista Veja considera a localidade uma das 20 cidades brasileiras do futuro. Os dados mostram uma potência, que combina desenvolvimento econômico e qualidade de vida.

Petrolina também é sinônimo de tradição e pioneirismo. Em 1960, a cidade passou a compartilhar com a região Sul do país, a referência na produção de uvas e vinhos. Nos anos 1963 e 1964 respectivamente, foram instaladas duas estações experimentais de produção de uva e vinho o Projeto Piloto de Bebedouro e o Perímetro Irrigado de Mandacaru. Já nas décadas de 80 e 90, a região ganha reconhecimento na produção de vinhos finos. Os anos 90, especialmente, marcam o início da produção de uvas sem sementes e a chegada de diversos grupos empresariais à região. Nos anos 2000, o setor ganha reforço com ações governamentais nas áreas de ensino, pesquisa e inovação. 

Na cultura, vem de Petrolina um dos nossos Patrimônios Vivos de Pernambuco, o genuíno Samba de Véio. A dança, tradicional da época da escravidão, consiste em um movimento que combina batidas com os pés e batidas de palmas com as mãos. Dentre os escravos, é conhecida como Umbigada.  Terra de muitos ilustres artistas, Petrolina teve o seu cotidiano representado nos versos de um deles, o grande nome da MPB, Geraldo Azevedo de Amorim, que contou para o mundo uma memória comum na juventude da cidade “hoje eu me lembro que nos tempos de criança esquisito era a carranca e o apito do trem… mas achava lindo quando a ponte levantava …e o vapor passava num gostoso vai e vem…”

 

 

 

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