
Vimos aqui semana passada que a morte e a dor são inevitáveis para o ser humano. De qualquer idade, rico ou pobre, de todas as etnias, credos e nações. Cuidar da saúde é o que nos resta a fazer. Prevenção e promoção à saúde são nossos mais eficientes meios de lidar com o problema. Quando a doença vem, o tratamento ganha seu espaço e o poder da ciência médica entra em campo. Mas existem as doenças crônicas, sem cura, e as doenças que são potencialmente fatais. Para estes casos (e, talvez, não somente para estes) estão indicados os cuidados paliativos.
Existem algumas pressuposições que podem atrapalhar a implantação de um bom plano terapêutico de cuidado paliativo. Por exemplo: cuidado paliativo é para quem está morrendo, ou cuidado paliativo é deixar de fazer de tudo para salvar a vida da pessoa. Não, e não.
Cuidado paliativo, segundo a OMS, é uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes (adultos e crianças) e seus familiares, diante de problemas associados a uma doença sem cura ou que ameace a continuidade da vida, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento, através de uma equipe multiprofissional. Isso é alcançado pela identificação precoce, avaliação individual e tratamento personalizado da dor e de outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual.
Percebam os três pontos principais desta definição: início precoce, planejamento terapêutico individual (ou personalizado) e abordagem holística.
O melhor momento para iniciar o cuidado paliativo é no início do tratamento que pretende modificar o curso da doença. E ele se prolonga para até depois da morte. Há um gráfico que explica bem o processo contínuo e dinâmico entre o estado de saúde e doença. Você pode vê-lo!
[https://www.researchgate.net/profile/Kanisha-Shah-2/publication/309766941/figure/fig9/AS:426367088107522@1478665243246/Palliative-Care-Continuum-of-Care.png]








