
O grande personagem desse novo cenário passa a ser Humberto Costa, que se torna a “noiva” mais cobiçada da sucessão estadual. Seu posicionamento será crucial para definir o equilíbrio de forças entre Raquel e João Campos, que cada vez mais se consolidam como os principais protagonistas da disputa pelo governo. Com um eleitorado fiel e influência dentro do PT, Humberto pode ser o fiel da balança que definirá o jogo político pernambucano nos próximos anos.
A sucessão estadual começa a tomar forma, e o tabuleiro eleitoral se desenha com duas peças centrais: a atual governadora e o prefeito do Recife. A grande questão é para que lado penderá o PT e qual será o impacto dessa escolha na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.
Negacionismo climático – O governo Lula estuda criar o cargo de enviado especial contra o negacionismo climático para a COP30, e o nome cotado para a função é Frederico Assis, da área internacional do Palácio do Planalto. Assis, subordinado ao assessor especial Celso Amorim, já recebeu o convite, e sua nomeação deve ser oficializada nos próximos dias.
Sem nome – Aliados do presidente Lula veem a falta de um nome competitivo para o governo de São Paulo em 2026 como um desafio, mas consideram essencial lançar um candidato para enfrentar o bolsonarismo no estado. Com Tarcísio Gomes de Freitas como favorito à reeleição, a expectativa no Planalto é encontrar um nome capaz de chegar ao segundo turno, repetindo o papel estratégico de Fernando Haddad em 2022, quando sua candidatura ajudou na vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro.
8 de janeiro – A declaração do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que os atos de 8 de janeiro de 2023 não foram uma tentativa de golpe, mas atos de “vândalos” e “baderneiros”, gerou críticas de deputados governistas, que classificaram a fala como um “absurdo”. Apesar do descontentamento, petistas minimizam o impacto da declaração na relação com Motta, mas prometem atenção redobrada para avaliar sua postura em relação ao projeto de anistia aos condenados pelos ataques. Enquanto aliados do Centrão defendem o direito de opinião do presidente da Câmara, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, viu na fala uma sinalização favorável à proposta de anistia.
Inocente quer saber – Avançará no Congresso a tese de anistia para os envolvidos no 8 de janeiro?