No começo de 2025, as famílias de Recife estão mais confiantes para consumir, impulsionadas pela recuperação da renda e maior controle das dívidas. Por outro lado, os empresários do comércio local enfrentam desafios devido a incertezas econômicas e aumento dos custos operacionais.
De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), o Índice de Consumo das Famílias (ICF) em Recife apresentou crescimento no início de 2025. Fatores como a recuperação da renda, controle da inadimplência e aumento do emprego formal contribuíram para esse otimismo. Setores como supermercados e farmácias se destacam nesse cenário positivo.
O economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, observa que, embora haja sinais de estabilidade econômica, é necessário cautela. Ele destaca desafios como a alta taxa de informalidade e a recente aceleração da inflação no país.
Em contraste, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) em Recife registrou uma queda de 3,4% em janeiro de 2025, comparado a dezembro de 2024. A elevação da taxa Selic, valorização do dólar e aumento nos preços dos combustíveis elevaram os custos para as empresas e afetaram o poder de compra das famílias.
Rafael Lima explica que o aumento da Selic torna o crédito mais caro, desestimulando investimentos e desacelerando a economia. A valorização do dólar também encarece produtos importados, impactando empresas que dependem desses itens.
O presidente da Fecomércio-PE, Bernardo Peixoto, reconhece a resiliência do setor comercial e espera que futuras reduções na inflação e ajustes na política econômica tragam alívio para o comércio nos próximos meses.
Enquanto as famílias recifenses demonstram maior confiança no consumo, os empresários do comércio local enfrentam um cenário de cautela devido a desafios econômicos. A expectativa é que medidas econômicas futuras possam equilibrar essa dinâmica, beneficiando tanto consumidores quanto comerciantes.










