
A feira que acontece até o dia 17 de julho no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda/PE, celebra a sua 22° edição e comemora os 30 anos do movimento Manguebeat.
A Fenearte é considerada a maior feira de artesanato da América Latina e segundo relatos dos artesões do Sertão pernambucano superou todas as expectativas de venda.
O JS esteve presente nos primeiros sete dias da Fenearte e conversou com alguns expositores do Sertão e eles foram unanimes ao revelar que já venderam todas as obras produzidas para esse momento e mais, que voltam para seus municípios cheios de encomendas.

Depoimentos

Mariana Barbosa, filha de mestre Carlos Barbosa comentou que veio de Sertânia e toda sua família é de artesãos, ela afirmou ao JS que a receptividade do público foi de grande valia. “A Fenearte superou as todas as nossas expectativas. para se ter uma ideia nos cinco dias de Fenearte já vendemos cerca de 90% das artes, que confeccionamos para a Feira”, disse com entusiasmo.

Manoel Santeiro, de Ibimirim, também está muito animando com o retorno da Fenaearte. Ele é conhecido pelas belas imagens de santos, esculpido em madeira, inclusive Manoel já presenteou o Papa João Paulo II com uma imagem de Santa Paullina.
Ele também falou ao JS que encomendas não vão faltar. “Vendi praticamente tudo que trouxe e chego em Petrolina cheio de encomendas, foi um excelente investimento vim a Feira aqui em Olinda”, comentou.

Mestre Cleiton é natural de Lagoa Grande, no Sertão do Vale do São Francisco e afirmou ao JS que está realizando como artesão por participar da Feira e poder mostrar seu trabalho. “Vendi minhas obras e senti que público gostou muito, estou muito feliz com essa experiência”, revelou.

Biu do Anjos de Petrolina, declarou ao JS que eventos como esse incentivam a arte. “O retorno da feira para movimentar a economia é muito importante, está aqui na Fenearte e ver os nossos produtos admirados e adquiridos nos motiva muito, principalmente porque além de vender tudo ainda volta à Petrolina com muitas encomendas, vou ter muito trabalho até o final do ano”, brincou.

Roque Santeiro outro artesão petrolinense contou ao JS que logo nos primeiros dias suas obras foram vendidas e que ele não esperava tanto sucesso. “Toda feira é feita de risco, mas investir é muito importante, nos preparamos para a Fenearte, mas confesso que não esperava vender tudo em tão pouco tempo e como os outros voltar para casa sabendo que o trabalho não vai parar”, comemorou.
Fotos: Helida Enes










