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Médicos do Sertão aprovam Quarentena em Pernambuco que começa nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira, 18 de março, todo o Estado de Pernambuco vivenciará um período de quarentena. Até o dia 28 deste mês, somente os serviços considerados essenciais permanecem abertos.

Por isso, o Jornal do Sertão conversou com dois profissionais da saúde e pediu breves análises sobre a medida anunciada pelo governador Paulo Câmara. 

Professora de imunologia de Juazeiro diz que única saída é reduzir o contágio da Covid-19

Dra. Conceiçao Aquino. Foto: Arquivo Pessoal

Um dos profissionais convidados pelo JS é a dra. Conceição Aquino, que é professora de imunologia da Faculdade de Medicina da Estácio de Juazeiro-BA. Para ela, a medida é extrema, mas necessária. 

“Precisa se diminuir os casos, infelizmente a população não entende e não se cuida. Faz aglomeração, não usa máscaras. É uma tentativa de contenção”, analisou Dra. Conceição.

Para a educadora e médica, a única alternativa é o controle de casos da doença. “Precisa-se urgente diminuir os casos para melhorar a rede hospitalar. Precisamos de mais campanhas educativas. Infelizmente estamos vivendo um surto coletivo, de negação. O exemplo mais gritante são as carreatas a favor e contra o governo, é um completo disparate”, afirmou.

Na opinião da dra. Conceição, é preciso reduzir o contágio. “Eu continuo acreditando no fique em casa, o máximo que puder. Economia recupera se, vidas não”, afirmou a professora da Faculdade de Medicina da Estácio de Juazeiro.

O infectologista de Petrolina, dr. Washington Luís defende fechamento, mesmo que parcial 

Dr. Washigton Luís. Foto: Arquivo Pessoal

Para o médico infectologista, dr. Washington Luís, que atua no Vale do São Francisco, “o lockdown, mesmo que parcial, é necessário”. O profissional da saúde destacou que no modelo atual de restrição não atende à necessidade real. 

“O modelo atual de toque de recolher não atende na sua totalidade porque só diminui as aglomerações nos locais superpropagadores, como bares e restaurantes. Estas medidas teriam uma resposta melhor se tivéssemos adotado num cenário menos caótico, como, por exemplo, quando tínhamos uma taxa de ocupação de leitos em torno de 70 a 75% com tendência de crescimento”, pontuou dr. Washington Luís.

Para o médico, a solução mais eficaz é “o fechamento das atividades não essenciais por, pelo menos, duas a três semanas, acompanhado de um grande equipamento de segurança pública para garantir o cumprimento de tais medidas, acompanhado da ampliação de leitos de UTI da rede interestadual”, finalizou.

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