
Nesta semana foi divulgada mais uma pesquisa do Colegiado de Economia da Faculdade de Petrolina (Facape) sobre o custo da Cesta Básica. O comparativo, que é referente aos meses de fevereiro e janeiro de 2021, mostra que Petrolina-PE aparece mais uma vez com preços mais altos em relação à Juazeiro-BA.
Petrolina teve a maior alta no custo da cesta básica
Os resultados mostram que o custo da Cesta Básica em Juazeiro foi de R$ 417,72 e em Petrolina foi de R$ 444,09. Na comparação, o aumento de preços foi de 2,77% em Juazeiro e de 1,27% em Petrolina.
Itens que mais pesaram no bolso de quem mora no Vale do São Francisco
De acordo com o levantamento, nos últimos seis meses do ano, em Juazeiro os alimentos acumulam alta de 14,77%. Em Petrolina, o acumulado é de 22,62%.
Além disso, alguns itens foram os vilões da cesta básica no Vale do São Francisco nesse período. “Nas duas cidades praticamente todos os itens que compõe o custo da cesta básica tem valores acumulados positivos, ou seja, apresentam aumento de preços nos últimos 6 meses, com destaque para carne, arroz, farinha, banana, óleo de soja, feijão, leite e açúcar,” apontou o coordenador da pesquisa, professor doutor João Ricardo Lima.
A carne é mais cara do mercado

A pesquisa destaca aumentos relevantes nos preços da carne, que teve um aumento de 2,30% em Juazeiro e 3,87% em Petrolina. “Este item tem forte peso no custo da cesta básica. O que explica isto é a quantidade ainda limitada de animais para o abate, mesmo com menor demanda no mercado interno e de exportações,” conclui João Ricardo.
Para burlar o aumento dos preços, em Petrolina, a Casa de Carnes Morumbi evita comprar de atravessadores. “Por enquanto, não há queda nas vendas por causa do preço. É que desde dezembro do ano passado estamos praticando o mesmo preço. E como compramos direto nas fazendas no Paraná, conseguimos controlar melhor o preço”, explicou o gerente da Casa de Carnes Morumbi do Centro de Petrolina, André Melo.

Escolhas do consumidor fazem a diferença no valor final das compras
Para dona Gildete Lima Freire, que é aposentada e tem 67 anos, há muito tempo a carne deixou de ser opção. Mas, por causa das escolhas alimentares dela, qualquer aumento nos itens da cesta básica reverbera ainda mais no carrinho de Dona Gildete.
“Está tudo caro. Ontem mesmo fui fazer feira e me espantei. As coisas só vêm aumentando. Se o açúcar cristal aumentou, o demerara que já custa caro, está mais caro ainda. Assim como o arroz branco, item que ajudou a puxar o bonde do aumento na cesta básica. Para quem consome o integral, então… Tudo acaba ficando mais caro pelas escolhas que faço”, comentou a aposentada.
Como a variação de preços dos itens da cesta pode ultrapassar os 200%, segundo o levantamento do Colegiado de Economia da Facape, aos consumidores só resta economizar mesmo pesquisar antes de comprar para tentar economizar.











